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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014


A REVOLUÇÃO DA INTERNET DAS COISAS   

                                                         (revista VEJA - 22 janeiro 1914)





Essa você não pode deixar de ler.

...E vi subir da terra outra besta... E exerce todo o poder da primeira... E faz grandes sinais... E engana os que habitam na terra... E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta... E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, que lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o número do seu nome." - (Apocalipse 13: 11-17).


Reportagem da revista VEJA - edição 2357 do dia 22 de janeiro de 2014

A primeira revolução da internet se baseou na transcrição do mundo material, o dos átomos, para o domínio digital, o dos bits. Agora, com a possibilidade de designar um número imenso de endereços IP, a etiqueta numérica que identifica cada objeto plugado na internet, está ocorrendo o movimento inverso. Em outras palavras, cada elemento do mundo material, com seus livros, quadros, animais domésticos, termostatos, geladeiras, máquinas de lavar, filmadoras, sapatos, óculos, calças e camisas, VEI TER SUA ETIQUETA DIGITAL EXCLUSIVA E ÚNICA na rede. Assim como ocorre hoje com os computadores, tablets e smartphones, QUALQUER OBJETO TERÁ PRESENÇA ATIVA NA INTERNET, PODENDO SER IDENTIFICADO, LOCALIZADO, ACIONADO OU DESLIGADO pelo usuário onde ele estiver. É tão descomunal o número de endereços únicos de IP a ser atribuídos que, no futuro, casa um dos 100 trilhões de células do corpo humano de cada um dos 7 bilhões de habitantes do planeta poderá ter sua própria etiqueta digital

Isso chama-se: CONTROLE TOTAL.

Graças aos avanços extraordinários da nanotecnologia, em pouco tempo será possível inserir marcadores de IP em forma de microchips nas células dos seres humanos. - IMPACTO INDIVIDUAL = Com órgãos e células conectados à internet, passando e recebendo informações, os problemas de saúde poderão ser mais facilmente previstos e evitados

Sede da Microsoft em Remond
AGORA O MAIS INTERESSANTE...

Há hoje, experiências interessantíssimas do bom uso da internet plugada em objetos.

- Em sua sede na cidade de Redmond, nos Estados Unidos, a Microsoft montou o modelo de uma residência futurista. Nela, sensores detrectam quando o pai da família entra pela porta e ativam, pela rede wi-fi, um sistema de aviso sonoro, que pode dizer, por exemplo, que a mulher ainda não retornou do trabalho, e está, naquele momento, na farmácia, a 2 quilômetros de distância. Algo possível de deduzir pela conexão com o GPS do smartphone dela. Na cozinha, a geladeira avisa se há algo faltando, como suco de laranja ou comida para o jantar. Se não tem margarina, por exemplo, pergunta ao dono da casa se ele não quer que ela, a geladeira, faça compras no site de um supermercado e peça que seja entregue no dia seguinte, antes do horário do café da manhã. Na casa do futuro da Microsoft, tudo é conectado.




Alex Hawkinson
- Em 2012, o empreendedor americano Alex Hawkinson criou a Smartings, startup baseada na cidade de washington, cujo objetivo é INSERIR TODOS OS OBJETOS DE CASA E ESCRITÓRIO NO MUNDO DA INTERNET DAS COISAS. A empresa desenvolve sensores que, teoricamente, conseguem conectar qualquer coisa à web, das chaves do carro à maçaneta da porta de entrada do apartamento. Assim, permitem, por exemplo, que pais usem um aplicativo de smartphone para monitorar onde estão seus filhos, por meio do RASTREAMENTO DE OBJETOS CARREGADOS por eles. Hawkinson utiliza a própria residência como prova de que a tecnologia funciona. Em sua casa, conectou mais de 200 aparelhos, da porta da garagem ao trampolim que sua filha usa para brincar. Quando ele sai do trabalho, por exemplo, sensores localizados no escritório podem avisar sua mulher de que ele está a caminho de casa.



A reportagem termina com a seguinte nota:

Um dia, e ele não está tão longe assim, exemplos como esses de aplicação da internet das coisas serão tão banais que nem mais os perceberemos - como se fossem o oxigênio que respiramos sem nos dar conta, a não ser quando falta. Teremos chegado, enfim, à máxima racionalização da vida.

Com toda essa tecnologia a disposição, só precisa de alguém, que colocado no posto certo, controle tudo e todos. Nunca o mundo esteve tão vulnerável e propício a um ditador. Ou será a um ANTI-CRISTO?