O símbolo máximo da copa do mundo de 2014, tem revelado algumas estranhas coincidências.
Olhando pelo prisma espiritual é possível perceber claramente uma pessoa em transe psico-espiritual, (para usar um termo pouco agressivo), psicografando algum tipo de mensagem de alguma ou de várias entidades de um mundo pouco conhecido pela maioria.
Olhando pelo prisma sócio-econômico é possível ampliar a análise e descrever algo também muito impressionante. Uma pessoa com a mão no rosto e cabisbaixo, expressando um profundo pesar de vergonha.
Será que este personagem já sabia dos escândalos de Ricardo Teixeira a frente da CBF e de seu sogro João Havelange a frente da FIFA? Ou será que o enigmático sujeito já tinha algum tipo de conhecimento sobre a medida provisória que está para ser sancionada pela nossa excelentíssima Dilma Rousseff, que visa encobrir da sociedade os valores faraônicos que serão dispensados dos cofres públicos para a execução das obras, tanto da Copa do Mundo como para as Olimpíadas de 2016, com contratos que serão articulados fora dos trâmites ditos “normais”?
“UM ATO DE VERGONHA”
O renomado designer Alexandre Wollner, um dos precursores do design moderno brasileiro, criador de logotipos que se tornaram ícones da cultura visual do país, como os das empresas Itaú, Philco e Hering, resumiu em uma palavra seu espanto com o logo: “É LAMENTÁVEL.”
Wollner fez a seguinte análise do logo: "Em cores, parece uma cara coberta pela mão num ato de vergonha; horrível. Não é uma marca, é uma ilustração de um artigo "a vergonha do Brasil".
Parece-me que, olhando tanto pelo fator espiritual como pelo fator meramente material, as duas se relacionam e se completam com uma perplexa precisão.
Mas é possível que essa "figura" seja mesmo a face de um povo na condição de vassalo de um governo corrupto e ávidos por recursos financeiros para cobrir o rombo e a roubalheira após a realização dos eventos esportivos que deixarão a nação ainda mais ébria. Essa será a face de um povo que, em última análise, pagará a conta e experimentará os efeitos da ressaca do dia seguinte.
Leia as matérias abaixo:
Previsão de gastos da Copa-2014 superam orçamento das cidades
A comparação do que as cidades escolhidas para a Copa pretendem gastar em obras para o evento com suas realidades financeiras é enorme. Algumas planejam obras que vão custar muito mais que os orçamentos de um ano de suas prefeituras.
Manaus, por exemplo, projeta investir R$ 6 bilhões visando o Mundial, ou quase três vezes seu orçamento em 2009. Fortaleza fala em R$ 9 bilhões para a Copa, contra R$ 3 bilhões de sua peça orçamentária.
Manaus, por exemplo, projeta investir R$ 6 bilhões visando o Mundial, ou quase três vezes seu orçamento em 2009. Fortaleza fala em R$ 9 bilhões para a Copa, contra R$ 3 bilhões de sua peça orçamentária.
Fonte: Folha de São Paulo
Leia outra matéria:
Previsão de gastos com a Copa de 2014 cresce 130% em 4 anos
Passada a euforia após o anúncio de que a Copa do Mundo de 2014 seria realizada no Brasil, veio a preocupação com os gastos que a organização do evento demanda. Autoridades do governo e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se manifestaram, em 2007, dizendo que esta seria a “Copa da iniciativa privada”. Quatro anos depois, o orçamento do Mundial cresceu 130% e as empresas vão pagar pouco mais de 1% dessa conta.
Essa história já foi vista no Brasil. A organização dos Jogos Panamericanos previu gastos de R$ 414 milhões. No final, o evento custou R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos, o que representou um aumento de 800% a mais. Nenhum político foi responsabilizado e arcou com esta despesa. Todos ficaram ricos e felizes.
Em 2007, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, declarou que a Copa deveria custar R$ 10 bilhões. Um levantamento recente do Tribunal de Contas da União (TCU) disse que os gastos devem chegar, na verdade, a R$ 23,5 bilhões. E a conta será paga pelos bancos governamentais (BNDES e Caixa Econômica Federal) e a Infraero, responsáveis por boa parte da infraestrutura necessária para o evento.
A iniciativa privada não apresentou investimentos diretos no evento e os clubes ligados a alguns estádios que serão sede do Mundial devem investir R$ 336 milhões, o que equivale a somente 1,43% do total de investimentos.
Estádios A previsão de gastos para a reforma ou construção de estádios no país também inflacionou bastante. Em 2007, falava-se em R$ 1,8 bilhão. No ano passado, o governo federal divulgou uma lista de projetos para a Copa, incluindo 59 obras, sendo 12 em estádios. O custo estimado dessas 12 obras chegava a R$ 5,3 bilhões, ou seja, 194% a mais do que a quantia prevista inicialmente.
Essa história já foi vista no Brasil. A organização dos Jogos Panamericanos previu gastos de R$ 414 milhões. No final, o evento custou R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos, o que representou um aumento de 800% a mais. Nenhum político foi responsabilizado e arcou com esta despesa. Todos ficaram ricos e felizes.
Em 2007, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, declarou que a Copa deveria custar R$ 10 bilhões. Um levantamento recente do Tribunal de Contas da União (TCU) disse que os gastos devem chegar, na verdade, a R$ 23,5 bilhões. E a conta será paga pelos bancos governamentais (BNDES e Caixa Econômica Federal) e a Infraero, responsáveis por boa parte da infraestrutura necessária para o evento.
A iniciativa privada não apresentou investimentos diretos no evento e os clubes ligados a alguns estádios que serão sede do Mundial devem investir R$ 336 milhões, o que equivale a somente 1,43% do total de investimentos.
Estádios A previsão de gastos para a reforma ou construção de estádios no país também inflacionou bastante. Em 2007, falava-se em R$ 1,8 bilhão. No ano passado, o governo federal divulgou uma lista de projetos para a Copa, incluindo 59 obras, sendo 12 em estádios. O custo estimado dessas 12 obras chegava a R$ 5,3 bilhões, ou seja, 194% a mais do que a quantia prevista inicialmente.
Fonte: Revista época
Rio deve gastar R$ 11 bi em melhorias para Olimpíada.
Fonte: Valor Econômico
Se tomarmos por base a experiência do último pan-americano, o Rio de Janeiro consumirá no mínimo 25 bilhões de reais para a realização dos jogos olímpicos.
Alguém poderá concluir que esses recursos serão aplicados na melhora da cidade, mas eu afirmo que a saúde e a educação, tão precárias e tão importantes no contexto social vigente, não vão ver um tostão desse valor.
Você ainda tem dúvida das armações anunciadas? Então leia mais essa matéria.
BRASÍLIA - Por 46 votos a 18 e sem abstenções, o plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. A oposição apesar de criticar o projeto não apresentou destaques. O projeto segue agora para sanção presidencial.
O novo modelo, que vai substituir o processo tradicional de licitação, foi duramente criticado pela oposição, que sem forças para derrubar a proposta na Casa, promete entrar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Além da flagrante inconstitucionalidade dessa proposta, ela ainda abre portas e janelas para a corrupção desenfreada - discursou o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR).
Fonte: O Globo
O dinheiro público que é recolhido do contribuinte, diga-se de passagem, do meu e do seu bolso, que deveria ser aplicado na educação e na saúde de todos nós, será mais uma vez manipulado para fins escusos, enriquecendo uma minoria já devidamente abastarda com tantas maracutaias.
Estou certo de que a farra só está no começo, mas como afirmei no início... O espiritual e o material são plenamente relacionáveis.
Rogerio Lima
Estou certo de que a farra só está no começo, mas como afirmei no início... O espiritual e o material são plenamente relacionáveis.
Rogerio Lima
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